26 de setembro de 2014

Da série: As cenas que não entendo

Ora cá estou de volta. Isto dos longos períodos de ausência está a tornar-se um habito. Ainda não quero acabar com o blog, mas ao mesmo tempo não sinto necessidade de vir cá todos os dias. Vamos mantendo assim esta relação distante, pode ser que resulte.

Mas hoje apeteceu-me vir cá. Estou no trabalho e acabei de participar numa conversa de colegas sobre um assunto que me incomoda... entre tantos outros.

A propósito de uma piadola enviada pelo messenger interno, teceu-se toda uma grande conversa sobre os homens que vão com as mulheres ao centro comercial ou ao supermercado. Todas as minhas colegas defendem que devia existir qualquer coisa tipo a "piscina" de bolas do Macdonalds. Já os gajos diziam mal da sua vida quando as mulheres decidem ir às Zaras e às Mangos desta vida.

E eu calei-me e pensei no meu exemplo pessoal. E senti-me muito sortuda. Primeiro porque não ambiciono passar os meus fins de semana enfiada nas lojas. Gosto de ir às compras claro! Mas quando o faço é quando tenho livre durante a semana e porque preciso mesmo de ir. Por último porque as idas ao supermercado quando são feitas em conjunto fluem sempre muito bem, porque ninguém reclama e ninguém tem vontade de levar todas as prateleiras de doces e chocolates para casa. Temos uma lista e é só isso que se compra - com a excepção de algum miminho para a cadela.

E no fim não entendo. Não entendo esta coisas das mulheres terem de dizer mal dos homens ou dos homens dizerem mal das mulheres. Esta picardia dos sexos parva que dura há canos e não vai levar a lado nenhum. Ou então tenho só sorte em ser equilibrada o suficiente para não fazer o homem apanhar secas dentro das lojas - já apanhou uma no Natal, mas porque me queria oferecer uma prenda -  ou por ele ir ao supermercado de boa vontade, participando activamente em cada palito que compramos lá para casa.






10 de julho de 2014

Inquéritos e outras coisas

Eu que passei uns 3/4 aninhos da minha vida a estudar isto, enervo-me muito quando vejo trapalhadas.

Estou inscrita nos Questionários Online aos quais respondo alegremente sempre que tenho tempo. Hoje enviaram-me um e começaram com umas perguntas sobre peixe. Que tipo de peixe consumo, com que frequência, coisas do género. Umas 4 ou 5 perguntas depois aparece esta pérola: "Gostaria que me dissesse todos os anúncios de televisão a marcas de produtos alimentares, que se recorda de ter visto recentemente.". Ora claro que a resposta que salta à ideia é Iglo! Não sei qual é o propósito do questionário, mas se for para estudar a notoriedade de alguma marca, isto assim não é lá muito isento!

E não respondo ao questionário, que se é para ser parcial sejam menos descarados.

20 de maio de 2014

A lontra contra-ataca

Quando comecei a trabalhar onde trabalho, comecei a frequentar o ginásio cá do bairro porque me aliviava as horas no trânsito.

Depois mudei de casa e abandonei o ginásio porque já não haviam horas no transito e comecei a correr na rua. Dividia-me entre Algés, Belém e Oeiras e lá fui correndo até chegar a uns - muito - orgulhosos 10 km.

Ao fim de um ano mudei outra vez de casa e abandonei as corridas, não voltei a ter trânsito, mas ganhei uma data de outras tarefas que não tinha e o final do dia não chega para todas essas tarefas e ainda "perder" uma hora na rua a correr.

Comecei a sentir-me mal, passo dia com o rabo enfiado numa cadeira em frente ao computador e já se começavam a notar as diferenças por não fazer exercício nenhum. Pois que decidi voltar ao ginásio e abdico da hora de almoço para ir dar umas corridinhas na passadeira do ginásio cá do bairro, que é bem bom.

Declarei guerra aos pneus, ao colesterol e à massa gorda (que é muita...) e macacos me mordam se não hei-de voltar a correr 10 km e na passadeira - que é mais difícil.

Vencerei!


12 de maio de 2014

Heavy geek metal

Aquele momento em que o vocalista da banda de heavy metal, entre um acorde, ajeita muito rapidamente os óculos que lhe estão na ponta do nariz.


Aconteceu na sexta e repetiu no domingo, há geeks a tocar heavy metal! O mundo esta perdido!

9 de maio de 2014

Conversas

Eu - A massa estava boa?
Ele - Sim
Eu - Fiquei com fome.
Ele - Eu não estava com fome...
Eu - Porquê? Como não tinhas fome?
Ele - Comi uma maçã pouco antes de almoçar
Eu - E isso tira-te a fome! Foste de bicicleta?
Ele - Sim
Eu - ... Eu já comi um maçã desidratada, amêndoas, muitas amêndoas, almocei, agora estou a comer bolachas porque fiquei com fome e vim de carro para o trabalho... Sou uma lontra!
Ele - Foste tu quem disse.
Eu - :|

2 de abril de 2014

Dos livros ditos para putos

Há por aí uma série de livros que - dizem eles - são infantis. Dizem eles, porque na verdade aqui,o são historias de traumatizar qualquer petiz, com direito a psicanálise e tudo.

Amante da letras e dos livros que sou, vou querer muito que os meus filhos - os futuros - leiam todos os clássicos que todas as crianças devem ler. Se calhar estou a ser ambiciosa, mas não custará tentar.

Tudo isto vem a propósito de eu própria ter terminado recentemente um desses tais clássicos dito para crianças. Digo dito porque aquilo é uma tragédia pegada. O livro, o "Meu pé de Laranaja-Lima", tem tanto de doce como de sofrido. Repleto de ingenuidade e ao mesmo tempo de descrições tão tristes, que várias vezes me fizeram chorar.

No fim de o ler pensei que se calhar não ia querer mostrar aquilo aos meus filhos. Assim como não vou querer mostrar o Bambi original, aquele que eu vi, ou o Oliver Twist, ou o Marco, ou outras tantas tragédias infantis que por aí andam. Com certeza que vão deixar mazela... ou então não e faz deles uns homens.

Ou então toda esta tristeza está apenas na nossa cabeça, porque nós os adultos, conhecemos a crueldade humana, enquanto que uma criança não. Se calhar não sofrem tanto quanto nós quando vemos a mãe do Bambi morrer num incêndio, porque a sua ingenuidade não lhes permite perceber o quanto horrível aquilo é.

Hoje no Dia Internacional do Livro Infantil, mostrem o que os livros têm de bom :) Eu tenho lá um calhamaço do Hans Christian Andersen à espera de ser folheado por uns dedos pequenos e gordos, daqui a uns anos...

24 de março de 2014

"Sua intolerante!"

Primeiro veio a vontade de deixar de vez a pouca carne que comia. Como peixe, portanto não me posso intitular de vegetariana, mas os peixes não são tão fofinhos como um porquinho ou uma vaquinha e - tanto quanto sei - a piscicultura  ou aquacultura está longe de ser tão poluente quanto um aviário ou outros que tais. Vou-me valendo disto e também da frase "Eu tenho de comer alguma coisa quando vou a casa das pessoas."

Depois começou a intolerância ao leite e ao iogurtes. Custou-me porque sem gostei muito de leite. Quando era pequena quase só me alimentava de leite, já que não comia mais nada. O queijo é que não dá. Apesar da intolerância à lactose, não deixei o queijo. Aparentemente não me fazia mal e filha de alentejanos que sou, casa que se preze tem de ter sempre queijo e pão.

Depois surgiu uma suspeita de intolerância ao gluten... é desta que perco estes 3 quilinhos! Já que vou viver do ar. Tratei de fazer experiências com gluten e sem lactose, com lactose com gluten, sem os dois.

O resultado foi o pior que se podia esperar: a intolerância à lactose estendeu-se também ao queijo. Eu que sempre achei - e acho - que a vida sem queijo é muito triste, não o "posso" comer. Eu que no fundo, gostava mesmo era de ser muito intolerante ao açúcar, não devo lambuzar-me que queijinho da serra amanteigado e tostas.

O gluten também vai ter de ser mais controlado senão a coisa descamba. Mas o que me deixa mesmo triste é o queijo.